As cores vivas e alegres retratam, com delicadeza, cenas simples do cotidiano e paisagens rurais dos Campos Gerais nas obras do artista plástico ponta-grossense Marcelo Schimaneski. Com um estilo próprio, ele ganhou destaque na arte naïf e teve seu trabalho reconhecido em diversos salões nacionais e internacionais.
O público poderá conhecer algumas das telas premiadas durante a exposição “Schimaneski: Horizontes, Raízes e o Olhar Naïf”, que será inaugurada neste dia 2 de junho, às 16h. A abertura da exposição também marca o lançamento da Galeria Virtual Schimaneski, que reunirá 18 obras premiadas do artista.
As obras físicas integram o Acervo Municipal de Cultura e estarão disponíveis no Setor de Artes Visuais do Memorial Ponto Azul e a curadoria é assinada por Mariângela Digiovanni, chefe da Divisão de Artes Plásticas da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa. O projeto que deu origem à exposição foi aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná com recursos do Governo Federal, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, a produção executiva é da ABC Projetos Culturais.
CONHEÇA A TRAJETÓRIA DE MARCELO SCHIMANESKI
Natural de Ponta Grossa, Marcelo gostava de desenhar desde pequeno e chegou a fazer cursos de desenho artístico durante a juventude. Em 1989, ele trabalhava prestando assistência técnica para máquinas de serraria nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina quando, ao retornar de uma dessas viagens, perdeu o controle do carro e capotou. Quando recobrou os sentidos, descobriu que havia sofrido uma lesão na coluna cervical e estava paralisado do pescoço para baixo. A arte só voltou a fazer parte de sua vida em 2004, 15 anos após o acidente. No início, ele costumava pintar flores, cachoeiras e paisagens. Com o tempo, porém, passou a se identificar mais com o universo rural. “A minha obra tem esta estética voltada para a região dos Campos Gerais. As paisagens com araucárias, os bichos, as aves e as cenas do cotidiano estão sempre presentes”, define. O artista acrescenta que essa conexão com o campo vem da infância. “A representação da nossa região nasce das minhas memórias afetivas e das lembranças de quando eu era criança. Penso que, em um segundo plano, as pessoas conseguem perceber o amor que tenho pelos Campos Gerais”, afirma. Hoje, o artista conta com cerca de 500 telas distribuídas em diversos países e é considerado um dos principais artistas naïf do Brasil.
O QUE É A ARTE NAÏF
A arte naïf (termo francês que significa “ingênuo”) é caracterizada pela espontaneidade, autenticidade e simplicidade. O estilo é associado a artistas que não possuem formação acadêmica tradicional e desenvolvem suas próprias técnicas de maneira intuitiva, criando uma linguagem visual única. A arte naïf também se destaca pelo uso de cores vibrantes, pela alegria dos temas e pela simplificação das regras clássicas de perspectiva e proporção, resultando em obras que remetem à pureza e à espontaneidade dos desenhos infantis.
SERVIÇO
Abertura da exposição: 2 de junho, às 16h
Local: Setor de Artes Visuais do Memorial Ponto Azul (Praça Barão do Rio Branco, em frente ao calçadão)
Temporada: de 2 de junho a 2 de julho
