Veleiro

30 de março de 2026 1 min de leitura

Coluna Nos Versos Avessos

Se um veleiro ancorasse na areia,

não seria estranho ou fora do lugar.

Suas velas, antes cheias de vento,

em silêncio, esqueceriam do mar.

O casco tocaria a terra suavemente,

marcando o chão com memórias,

e o cheiro de sal se misturaria à brisa,

como se o oceano inteiro tivesse decidido ficar.

As cordas, outrora firmes e tensas,

balançariam preguiçosas sob o sol,

pareceria ouvir uma voz intensa.

Então o veleiro, deixaria de caminhar. 

Ali parado, livre com suas vitórias

descansando em sua solidão.

Por algum momento, parece um tormento,

não avistar o farol.

Calmo, ouve o canto das gaivotas

e o suspiro das ondas em notas.

Não perde a vontade de navegar,

devagar novamente na imensidão.

Luareci Gardjiores
Autor(a) Luareci Gardjiores

Professora Municipal – Educação Básica. Professora de Línguas Espanhol e Portuguesa. Escritora/Romancista. Neuropsicopedagoga. Formação em Linguagens, Literatura e Tecnologias. Formação em Pedagogia Social pela UERJ/2024. Com especialização em Direitos Humanos. Mestranda em Matemática/UEPG. Estudando Inglês. Cursando Gestão e Implementação de Políticas Públicas e Organismos de Políticas para Mulheres. Redes Sociais TikTok – luarecigardjiores Instagram: luarecigardjiores Facebook: Lu Perfume de Flor X (Antigo Twitter): arecigardjiores Blog: nosversosavessos.blogspot.com

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