Projeto de cultura andina percorre escolas públicas dos Campos Gerais

16 de abril de 2026 3 min de leitura

Iniciativa esteve presente em dez municípios da região mostrando a diversidade e a riqueza cultural do povo indígena através de apresentações musicais e oficinas para confecção de panflute

Estudantes de escolas públicas dos Campos Gerais conheceram as tradições e a cultura inca através do projeto “Flautas Ancestrais Indígenas: resgate e valorização”, idealizado pelo músico e professor Luís Javier Paredes Reategui. Desde 2025, a iniciativa percorreu os municípios de Carambeí, Castro, Ipiranga, Ivaí, Palmeira, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Porto Amazonas, São João do Triunfo e Tibagi promovendo palestras sobre os instrumentos tradicionais indígenas, apresentações de músicas folclóricas e oficinas para confecção de panflute. O projeto é viabilizado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná através de recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura do Ministério da Cultura (Governo Federal) e conta com a produção executiva da Dali Projetos Criativos e da ABC Projetos Culturais.

De acordo com Javier, o objetivo do projeto é promover a conscientização e a reflexão. “Às vezes, as pessoas têm a ideia de que os indígenas são um grupo só, que todos são iguais e têm os mesmos costumes. Na verdade, não é assim. Cada povo tem sua própria tradição, sua própria cultura, suas próprias crenças e seus próprios costumes”, enfatiza. Ele acrescenta que usa a arte para conscientizar os estudantes da diversidade dos povos originários das Américas e levar essa reflexão para as escolas. “Acredito que a música possa ser uma ferramenta, não só para a reconstrução da identidade, mas também para a afirmação da identidade indígena e para mostrar a riqueza que há dentro de cada povo”, destaca.

Além da apresentação musical, o projeto resgata vários aspectos da cultura inca. “Me apresento vestido à caráter, mostro os instrumentos tradicionais, conto um pouco da história do povo inca e algumas curiosidades da nossa cultura. Todas essas informações são um material muito rico para que os professores possam trabalhar de forma transversal”, salienta Javier. “O professor de geografia pode retomar alguns temas, o professor de história também. Tudo isso enriquece o trabalho pedagógico da escola e possibilita que os alunos tenham contato com conteúdos que eles viam apenas nos livros didáticos” reforça.

Descendente de incas, Javier é natural do Peru, mas mora no Brasil desde 1999.  Ele se formou pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e durante 16 anos trabalhou como professor de português e espanhol. Influenciado pela música e pelas tradições andinas, nos últimos dois anos tem se dedicado exclusivamente a projetos culturais e educativos. Em parceria com o irmão Omar Blas Paredes Reategui, Javier se apresenta em escolas públicas e privadas da região mostrando a riqueza e a diversidade da cultura dos povos originários das Américas.

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Autor(a) Assessoria de Imprensa

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