No dia 10 de março acontece a votação do Projeto de Lei 957/2025 para tornar o Movimento Hip-hop como patrimônio Cultural imaterial paranaense na ALEP (Assembléia Legislativa do Paraná) em Curitiba, às 14h.
Este projeto foi organizado pelo GT PR da Construção Nacional do Hip-Hop e de acordo com Berquelei Matheus Costa, um dos responsáveis, fazer com que o Hip-Hop se torne patrimônio Cultural imaterial trará benefícios e visibilidade para o movimento. “O Hip-Hop organizado está a décadas em busca de direitos, e nós temos avançado em várias frentes. Nacionalmente a gente tem o decreto 11.784 que reconhece o hip-hop como parte da cultura do Brasil. Então esse ato que nós estamos fazendo no Paraná, ele também visa à busca de direitos. Porque a partir do momento que o Hip-Hop é reconhecido pelo Estado como parte dessa cultura nós também conseguiremos pleitear investimentos públicos pra nossa cultura que é o movimento Hip-Hop. Queremos também editais exclusivos e fazer parte da rubrica do Estado que é reservado para cultura”, comenta.
A estimativa é que compareça no plenário aproximadamente 100 pessoas, mas há também um formulário que pode ser preenchido online, que segundo Berquelei podem ultrapassar 200 assinaturas.
“O movimento hip-hop ele não é feito só por coletivos. Cada pessoa é um movimento. Cada mano e cada mina que vive o movimento é o movimento. Então a gente não mede por coletivos, a gente mede por pessoas. E a gente ta oferecendo a co-autoria social para todas as pessoas que preencherem o formulário desse projeto. Por quê? O Dr. Antenor ele tá apresentando esse projeto, porque o projeto só pode ser apresentado por um parlamentar. Mas o movimento não tá sendo inventado agora, então esse projeto é escrito por todas as pessoas que há 53 anos vivem a cultura do movimento Hip-Hop.”, pontua Berquelei. De acordo com Gueg, Ponta Grossa também estará presente no ato.
Stanley que também é uma figura marcante no rap ponta-grossense pontua que o preconceito infelizmente ainda é presente quando o assunto é o movimento Hip-Hop. Para o artista, o preconceito velado e o boicote trás dificuldades para o movimento. “As coisas estão evoluindo, mas a discriminação ainda existe mesmo com tantas vitórias do Hip-Hop. O preconceito velado e o boicote social evidencia a dificuldade de fortalecer a identidade. É notável a força do Hip-Hop que hoje está dentro das universidades, escolas e demais espaços acadêmicos, e essa PL colabora muito no fortalecimento e no processo de autonomia e pertencimento!”.
