Hoje dia 22 de agosto a jovem Enienia sai sem pressa para caminhar por sua cidade, em seu mundo de pensamentos, a curiosidade flutuava como um perfume doce em meio ao verão quente daquele ano.
Enquanto caminhava foi observando o comportamento das pessoas no fim de tarde, cada pessoa com a sua vida, cada pessoa com o seu dia terminando.
Observava quem fechava a loja na esquina de onde ela morava, seguindo em sua caminhada avistando outras lojas, com seu olhar atento observava pessoas arrumando as prateleiras com o rosto de quem cumpriu a tarefa, mais um dia de trabalho findando.
Pessoas voltando apressadas, outras devagar olhando as vitrines de lojas ainda abertas. Pessoas carregando sacolas, outras nada em suas mãos, porque será, pensava consigo mesma.
Encontrou um pai pegando em seus braços uma criança que chorava, porque estava cansada de caminhar, ou porque apenas queria o colo de seu pai, enquanto sua mãe podia caminhar mais livremente para olhar as vitrines quem sabe.
Encontrou duas amigas rindo alto e tomando sorvete, antes de separarem mais a frente, cada uma tinha um destino diferente.
Caminhando mais um pouco Enienia se deparou com uma senhora parada na calçada olhando para o céu, parecendo estar pensando em tudo ou talvez em nada.
Pessoas que paravam nas esquinas, para comprar um lanche porque a vida ainda iria seguir a noite, talvez estudar em uma escola ou universidade ou ainda um outro emprego quem sabe.
Cada um vinha de um lado e ia para outro, cada uma carregando histórias que ninguém conhecia.
Depois de caminhar por algum tempo Enienia volta para seu apartamento pequeno e aconchegante, toma um banho quente para relaxar e prepara uma xícara de café gelado, sua bebida preferida no verão.
Enquanto saboreava seu café gelado, ela se pôs a escrever, elaborando um diário para escrever suas observações.
Começou assim seus relatos deste primeiro entardecer.
Coluna Página das Margaridas de Lucianne Rocha
